Confederação Brasileira de Cinofilia
Filiada à Fédération Cynologique Internationale
Classificação F.C.I.: Grupo 2 - Pinscher e Schnauzer, Molossóides, Boiadeiros e Montanheses Suíços e raças assemelhadas.
Seção 2 – Molossóides 2.1 - Tipo Mastife
Padrão FCI no 144 - 10 de abril de 2002.
País de origem: Alemanha
Nome no país de origem: Deutscher Boxer
Utilização: Companhia, guarda e trabalho
Sujeito à prova de trabalho para campeonato internacional.

Aparência Geral: o Boxer é um cão de tamanho médio, pêlo liso, compacto, robusto, de construção quadrada e ossos fortes. A musculatura é seca, fortemente desenvolvida e nitidamente definida. Sua movimentação é enérgica, poderosa e nobre. O Boxer não deve ser nem grosseiro, nem pesado, nem muito leve, nem sem substância.

Proporções Importantes:
a) comprimento do tronco: a construção é quadrada, isto é, a horizontal da cernelha e as duas verticais, uma tangenciando a ponta do ombro e a outra a ponta do ísquio, formam um quadrado.
b) profundidade do peito / altura na cernelha: o peito alcança os cotovelos. A profundidade do peito é a metade da altura na cernelha.
c) comprimento da cana nasal / comprimento da cabeça: a proporção crânio-focinho é de 2:1 (medido da ponta da trufa até o canto do olho ou, respectivamente, do canto do olho ao occipital).

Comportamento / Temperamento: o Boxer deve ter nervos firmes, ser seguro, tranqüilo e equilibrado. Seu temperamento é da maior importância e requer maior atenção. Sua ligação e fidelidade para com seu dono e sua família, sua vigilância e sua intrépida coragem são conhecidas há muito tempo. Ele é dócil no meio familiar, mas desconfiado com estranhos. Alegre e afetuoso na brincadeira, contudo destemido quando a situação é seria. Fácil de ser treinado graças a sua docilidade, segurança, coragem, mordacidade natural e aptidões olfativas. Pouco exigente e limpo, é tão agradável e apreciado em seu círculo familiar tanto como cão de guarda quanto de companhia. Seu caráter é franco, sem falsidade ou hipocrisia, isso até em idade
avançada.

Cabeça: é a parte do Boxer que lhe confere o aspecto característico. Deve ser bem proporcionada ao corpo, sem parecer leve ou pesada. O focinho deve ser o mais largo e poderoso possível. A beleza da cabeça depende da relação proporcional entre as medidas do focinho e do crânio. Qualquer que seja o ângulo que se olhe a cabeça, de frente, de cima ou de lado, o focinho deve sempre ser proporcional ao crânio, quer
dizer, jamais parecer muito pequeno. A cabeça deve ser seca, sem rugas. Entretanto, rugas naturais são formadas na região craniana quando o cão está muito atento. Com origem na face dorsal da raiz do focinho, rugas naturais descem simetricamente pelas faces laterais. A máscara escura se limita ao focinho e deve ser nitidamente separada
da cor da cabeça, a fim de a expressão não parecer sombria.

Região Craniana
Crânio: deve ser estreito e angulado quanto possível. É ligeiramente arqueado, sem ser curto, ou plano e nem muito redondo. O occipital não é muito pronunciado. O sulco frontal é ligeiramente marcado, não deve ser muito profundo, especialmente entre os olhos.
Stop: a testa forma um nítido stop em direção à cana nasal. A cana nasal não deve ser encurtada como no Bulldog, nem caída para a frente.

Região Facial
Trufa: larga e preta, levemente arrebitada, com narinas largas. A ponta da trufa fica ligeiramente mais alta em relação a sua raiz.
Focinho: bem desenvolvido nas 3 dimensões de volume, nem pontudo ou estreito, nem curto ou plano. Sua forma é determinada por:
a) a forma dos maxilares;
b) a disposição dos caninos;
c) a maneira pela qual os lábios se moldam a essa estrutura.
Os caninos devem ser implantados o mais separados possível e de bom tamanho. O plano anterior do focinho é, portanto, largo, quase quadrado, formando um ângulo obtuso com a linha superior do focinho. O contorno do lábio superior pousa no contorno do lábio inferior. O lábio inferior, no terço anterior da mandíbula curvada para cima, não pode ultrapassar muito a frente, nem tampouco ocultar-se sob o lábio superior. O queixo projeta-se à frente do lábio superior de maneira bem nítida, tanto de frente, quanto de perfil, sem por isso assemelhar-se ao do Bulldog. Os caninos, os incisivos e a língua não devem ser visíveis enquanto a boca estiver fechada. A fenda do lábio superior é bem visível.
Lábios: completam a forma do focinho. O lábio superior é espesso, cheio e enche o espaço deixado pelo maxilar inferior mais longo, além de ficar apoiado nos caninos inferiores.
Maxilares / Dentes: o maxilar inferior ultrapassa o maxilar superior curvando-se ligeiramente para cima. O Boxer é prognata. O maxilar superior é largo na sua junção com o crânio e diminui muito pouco para frente. Os dentes são fortes e saudáveis. Os incisivos são preferivelmente alinhados; os caninos são bem separados e de bom
tamanho.
Bochechas: fortemente desenvolvidas, em virtude da robustez dos maxilares, sem que com isso sejam fortemente pronunciadas, fundindo-se ao focinho em leve curva.
Olhos: os olhos escuros não são nem muito pequenos, nem proeminentes, nem profundos. A expressão denota inteligência e energia, não deve ser nem ameaçadora, nem penetrante. O contorno dos olhos deve ser de cor escura.
Orelhas: as orelhas naturais (não cortadas) são de comprimento médio. Inseridas de lado na parte mais alta do crânio. Em repouso, são portadas pendentes rentes às faces; voltam-se para a frente, fazendo uma dobra bem marcada, especialmente quando o cão está em atenção.

Pescoço: a linha superior se estende em uma elegante curva da nuca bem marcada até a cernelha. De bom comprimento, redondo, forte, musculoso e seco.

Tronco: quadrado, membros retos.
Cernelha: deve ser marcada.
Dorso: incluindo o lombo, deve ser curto, firme, reto, largo e musculoso.
Garupa: ligeiramente inclinada, larga e ligeiramente arredondada. A bacia (ou osso pélvico) deve ser larga especialmente nas fêmeas.
Peito: profundo, alcançando os cotovelos. A profundidade do peito é a metade da altura na cernelha. Antepeito bem formado.
Linha inferior: descreve uma curva elegante para a traseira. Flancos curtos e firmes, ligeiramente levantados.

Cauda: de inserção mais para alta que para baixa. A cauda deve ser amputada na segunda ou terceira vértebra.

Membros
Anteriores: vistos de frente, devem ser retos e paralelos com uma forte ossatura.
Ombros: com escápula longa e inclinada, bem amoldada ao tórax, sem serem carregados.
Braços: longos e fazendo um ângulo reto com a escápula.
Cotovelos: não demasiadamente juntos ao tórax, nem soltos.
Antebraços: verticais, longos e fortemente musculosos.
Carpos: fortes, bem marcados, mas não exagerados.
Metacarpos: curtos, quase perpendiculares ao solo.
Patas: pequenas, redondas, compactas, com almofadas plantares bem acolchoadas e duras.
Posteriores: muito fortes com músculos rígidos e de relevo bem modelado, visíveis sob a pele. Vistos por trás, retos.
Coxas: longas e largas. Articulação coxofemoral e dos joelhos a menos obtusa possível.
Joelhos: quando em stay, devem tangenciar a vertical da ponta do ílio até o solo.
Pernas: muito musculosas.
Jarretes: fortes, bem definidos, mas não exagerados. Ângulo aproximado de 140°.
Metatarsos: curtos, com ligeira inclinação, 95° a 100° ao solo.
Patas: levemente mais longas que as anteriores, compactas, com almofadas plantares
bem acolchoadas e duras.

Movimentação: viva e com muita força e nobreza.

Pele: seca, elástica, sem rugas.

Pelagem
Pêlo: curto, duro, brilhante e bem assentado.

Cor: fulvo (dourado) ou tigrado. Fulvo se apresenta em diversas tonalidades, indo do amarelo claro ao vermelho escuro; as tonalidades médias (vermelho amarelado) são as mais bonitas. A máscara é preta. A variedade tigrada tem no sentido das costas listras escuras ou pretas. O contraste entre as listras e a cor base deve ser nítido. As marcas brancas não devem ser descartadas; elas podem ser bastante agradáveis.

Tamanho / Peso
Altura na cernelha: Machos: 57 a 63 cm, Fêmeas: 53 a 59 cm.
Peso: Machos: acima de 30 kg (com +/- 60 cm na cernelha), e Fêmeas: +/- 25 kg (com +/- 56 cm na cernelha).

Faltas: qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.
· comportamento / temperamento: agressivo, traiçoeiro, não confiável, falta de temperamento, tímido demais;
· cabeça: falta de nobreza e expressão; fisionomia sombria; cabeça de Pinscher ou de Bulldog. Exemplar que baba; dentes e língua à mostra; focinho muito pontudo ou muito leve. Cana nasal descendente; trufa marrom ou clara em certos pontos; olhos de rapina; terceira pálpebra despigmentada.
· em orelhas inteiras: flutuantes, semi-eretas ou eretas, orelhas em rosa.
· torção ou desvio da mandíbula; implantação dentária defeituosa; dentes fracos ou defeituosos por doença;
· pescoço: curto, grosso, com barbela;
· corpo: antepeito muito largo; peito profundo demais. Garupa caída; dorso carpeado ou selado, magro, longo, estreito, nitidamente selado, não muito firme na conexão com a garupa; lombo carpeado; bacia estreita; ventre caído; flancos côncavos;
· cauda: inserção baixa, cauda quebrada;
· anteriores: frente francesa; ombros soltos; cotovelos soltos; metacarpos fracos; pés de lebre, achatados ou abertos;
· posteriores: musculatura fraca; angulação de posterior pouco ou demais angulada; pernas estreitas em forma de sabre; jarrete de vaca ou em barril, jarretes fechados, ergôs; pés de lebre, achatados ou abertos;
· movimentação: bamboleante; pouca cobertura de solo; passo de camelo; rígida.
· cor: máscara excedendo além do focinho. Listras tigradas muito juntas ou pouco marcadas; cor básica suja. Interferência de cores; marcas brancas indesejáveis, tais como a cabeça inteiramente branca ou em um lado da cabeça. Outras cores ou marcas brancas excedendo em um terço a cor de base.

Notas:
· os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.
· todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento deve ser desqualificado.
 

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